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  • Homenagem especial ao DIA DO ARTESÃO (19 de Março)

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    Homenagem especial ao DIA DO ARTESÃO (19 de Março)

     

    Ao longo da história, o homem sempre produziu objetos, artefatos para determinadas finalidades. Criam-se coisas para se servir utilitariamente delas ou para expressar-se diante da vida.

     

    O homem serve-se de suas habilidades de criar para eternizar o momento histórico em que vive. Estas criações que contam a história da humanidade ao longo dos tempos são as obras de arte. Elas devem ser vistas integradas na cultura de um povo, pois ora retratam elementos do meio natural, ora expressam sentimentos religiosos, ora situações sociais, ora eterna beleza de cores e formas...

     

    A arte não é, como às vezes se pensa, algo isolado das demais atividades humanas. Se algumas pessoas especiais possuem o toque mágico e único de transformar matérias em objetos de deleite para nossos olhos e almas, como Aleijadinho, Picasso, Portinari, Drummond, Niemayer ou Bilac, outras lançam mão de habilidades mais populares para criar a sua arte _ o artesanato!

     

    Hoje o artesanato tem o conceito mundial de arte “popular” e é patrimônio cultural de uma nação.

     

    Olhe à sua volta!  Ele está por toda parte!

     

    Esta atitude de criar e aperfeiçoar constantemente são um dos registros do processo civilizatório pelo qual o homem vem passando desde que surgiu sobre a terra! 

    E o que hoje é parte da nossa rotina diária, amanhã pode estar em museus, atestando hábitos, valores, medos, alegrias... contando nossa história!

     

    O artesão merece ver sua criação em destaque, com o reconhecimento do valor de sua "arte popular". 

    Não só o ceramista do norte  de Minas,

    a rendeira do Ceará e Santa Catarina, 

    o tapeceiro de Diamantina,

    o entalhador de pedra sabão de Goiás,

    o escultor que une conchinhas no mar do Espírito Santo...

    Também NÓS artesãos da feira do cerrado, em todas as suas lindas formas, MERECEMOS ESTE DIA! AH!... COMO MERECEMOS!

     

    Parabéns para todos que usam as mãos e mentes com criatividade, para o bem!  Parabéns aos artesões da FEIRA DO CERRADO!!

     

     

    HISTÓRICO DO ARTESANATO

    O artesanato tem sua origem ligada à história da humanidade. Os primeiros objetos artesanais datam do período neolítico (cerca de 6.000 a.C.), época em que os homens começavam a dar formas a matérias-primas para satisfazer suas necessidades cotidianas, tecendo fibras de origem animal e vegetal, polindo pedras e fabricando objetos de cerâmica, por exemplo. No Brasil, o artesanato surgiu nessa mesma época dentro das diversas tribos indígenas que faziam parte de nosso território. Cocares, cestas, cerâmicas e tangas são apenas alguns exemplares desse tipo de trabalho manual que, com a Revolução Industrial no século XVIII, acabou cedendo espaço no dia a dia das famílias aos produtos industrializados fabricados em série. A diversidade cultural e natural brasileira é retratada pela arte e pelo artesanato, flora, fauna, danças, religiosidade, questões étnicas, folclóricas ou as marcas da cultura econômica de cada região, ressaltando a identidade do seu povo. Embora sua definição ainda gere controvérsias, independente da matéria-prima utilizada, seja ela, natural, reciclada ou industrializada e da técnica empregada, o produto artesanal é fruto da criatividade do artista-artesão e da influência do seu meio. A variedade de produtos apresentados contempla inúmeras técnicas e segmentos, influenciados pela vocação artesanal e artística local e pela disponibilidade de matéria prima de cada região, que vai de sementes, fibras, cerâmica, madeira, couro, passando por diversos outros materiais tradicionais, como pedrarias, fios, metais, tecido e até inusitados e alternativos, pet, ferragens, pvc, papel, entre outros. Esses materiais ao receberem a marca do homem, tornam-se produtos culturais, que se prestam a múltiplo uso, transformando-se em objetos por meio dos quais o homem se expressa. A criatividade que caracteriza o povo brasileiro e os artesãos e artistas populares em particular, os materiais utilizados e as técnicas empregadas na confecção dos produtos artesanais, traduzem a sua identidade e a riqueza da sua cultura. Toda essa riqueza, aliada aos atrativos naturais e turísticos e a simpatia do seu povo, atraem e seduzem admiradores do mundo inteiro, transformando-os em consumidores em potencial e colocando o Brasil na Moda. Mas, não basta ser um produto brasileiro para se ter garantia de sucesso. O artesanato goiano tem se destacado nacionalmente, tanto pela variedade de produtos, qualidade das peças criadas e matéria prima utilizada para exibir as belas peças que é a identidade dos goianos. Peças sacras de palha do milho, pedras, barro, madeira, identidades do cerrado goiano extraída da nossa natureza, e peças de reciclagem são as nossas marcas. Crescemos nos últimos anos mais de 400% em participação de feiras, eventos e comercialização dos produtos artesanais. Hoje as peças são procuradas por diversos e renomados arquitetos para decorar todo e qualquer ambiente. Além de materializar a alma da cultura goiana, o artesanato é um setor da economia cujo crescimento possui alto potencial de geração de trabalho e renda, merecendo uma política de desenvolvimento sustentável voltada para o setor e associada a projetos sociais e de desenvolvimento turístico.

     

     

    Pirenópolis é considerada o berço da cultura goiana. Foi aqui que surgiu as primeiras obras sacras, como as igrejas, imagens e retábulos; o primeiro jornal - Matutina Meiapontense; a primeira biblioteca; o primeiro cinema; etc. Incluindo neste mérito as antigas bandas de músicas, escritores, pintores e atores cênicos. Peças teatrais, como as operetas, eram encenadas desde fins do século XIX. Artistas consagrados nasceram em Pirenópolis, como é o caso de Veiga Valle, santeiro de expressão, considerado o Aleijadinho de Goiás, cujas obras estão expostas no Museu da Boa Morte na Cidade de Goiás, lugar onde viveu.

    O artesanato típico é aquele que servia de utensílios, como as panelas e potes de barro, os tecidos de tear rústicos, e os balaios e cestas de palha. Crochê, costura, doces e licores também fazem parte deste rol.

    Hoje, temos em diversas cidades como Pirenópolis, Goiás, Corumbá,..., uma diversidade de arte e artesanatos, devido a afluência de estrangeiros nas últimas décadas. São joias de prata, pinturas e esculturas diversas distribuídas em muitas lojinhas e na feira de artesanato que acontece aos finais de semana.

    Parabéns a todos os mestres artesãos e os trabalhadores manuais pela semana do artesão e vamos juntos fomentar ainda mais esse setor que tem grande importância para nosso estado, como fonte geradora de emprego e renda e até mesmo da divulgação da identidade goiana.

     

     

    A MULHER E O ARTESANATO

     

    Toda mulher é uma guerreira!
    Toda mulher é uma heroína!


    Bom dia minhas queridas companheiras e companheiros de trabalho, senhores e senhoras visitantes de nossa Feira do Cerrado!


    E, hoje - Dia Internacional da Mulher -, quando fui honrada com o convite pra representar aqui minhas queridas irmãs, companheiras, mulheres artesãs, quero começar minha fala com um muito bom dia e pedir aos céus todas as bênçãos do nosso pai, de nossa mãe, santos e santas e de nossos anjos e anjas protetores! 


    A verdade e a memória são temas que venho trabalhando muito intensamente, como jornalista e escritora que também sou, quando não estou fazendo licores, junto com minha irmã Letice. Por isso, não poderia deixar de resgatar, ainda ligeiramente, o porquê desse dia:


    No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para fazer o mesmo trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
     
    A manifestação foi reprimida com mutila violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica e foi ateado fogo ao prédio. Cerca de 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato desumano que chocou todo o mundo.
      
    Assim, ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O  que se quer, além de festejar tantas conquistas já alcançadas, é tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. 


    Mesmo com todos os avanços, em muitos locais, as mulheres ainda sofrem com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.


    Mas, hoje, vamos falar aqui apenas da mulher trabalhadora e artista: a mulher artesã que, mesmo sendo guerreiras valentes e incansáveis, corajosas, vencedoras, as mulheres artesãs ainda são também, como as demais mulheres, discriminadas, violentadas, exploradas em duplas ou triplas jornadas de trabalho.   


    Somos mais de dois terços de mulheres artesãs aqui na Feira do Cerrado.


    E, para ser uma mulher trabalhadora artesã é preciso muito mais do que vontade de trabalhar, de cursos preparatórios, de habilidades manuais. Além disso tudo, as mulheres artesãs ainda têm que ter o dom da arte e a sensibilidade para extrair o sumo da beleza do cotidiano de sua própria cultura, ajudando a criar uma identidade cultural para o seu povo e a preservá-la.   


    Não basta apenas reproduzir manualmente uma peça de decoração, um utilitário, uma boneca de pano… Para ser artesanato, essa peça produzida manualmente, artesanalmente - com um mínimo de utilização de instrumentos ou ingredientes industrializados ou manufaturados - tem que carregar também as informações culturais de um determinado povo. 


    Fazer artesanato é fazer a leitura da alma de um povo. E,  são as mulheres que podem fazer isso com mais naturalidade, com mais sensibilidade, com mais poesia. 


    E, a mulher artesã, depois de trabalhar durante toda a semana na produção dos produtos para, aos domingos, quando a maioria das outras mulheres pode dormir até mais tarde, reunir-se no almoço com a família, a trabalhadora-artesã tem que levantar cedo e vir pra feira, comercializar o seu produto. E, ainda assim, ela ainda o faz sempre com carinho, com um sorriso,  e meio dedo de prosa.  


    E é isso também que dá mais valor ao seu produto. O artesanato produzido pela mulher tem também a sua cara.
    A cara da mulher artesã é de uma guerreira, uma heroína, uma vencedora e uma mulher artista!


    É assim por exemplo, o trabalho da nossa querida professora Dina, transformando em belas caixas o papelão e os coadores de papel que muitos jogam fora; 


    a Maria Aline parece que faz mágica: pega umas garrafas de vidro que iriam pro lixo e cria as mais maravilhosas e finas peças de decoração; 


    a Mônica, com o marido e filho, fazem jóias de pedras que encantam os mais refinados visitantes e turistas; 


    já a Maria do Cerrado traz lá do mato as sementes e folhagens para enfeitar as mulheres, em peças rústicas de ornamento; 


    a Antônia já captou foi a essência da natureza e a colocou nos nossos banheiros, em perfumados e saudáveis sabonetes; 


    a ex-secretária executiva Ana Paula, transformou os santinhos e santinhas de suas orações de criança em lindos bonecos de pano; 


    a Isabel faz os clientes levantarem mais cedo, mesmo no domingo, pra comer seus biscoitos fritos e tomar cafezinho na feira, lembrando a casa da vovó. 


    E a Dona Franscisquinha? Que além de nos trazer a cura pelas plantas, ainda nos abençoa todas as manhãs de domingo, com sua fala-oração, na abertura de nossos trabalhos?! 


    A Feira do Cerrado é a única feira de artesanato de Goiânia que trabalha só com o artesanato.


    É assim que nós mulheres artesãs contribuímos para a preservação das tradições culturais goianas. 


    E é por isso que hoje merecemos ser festejadas.


    E, em nome de todas nós, quero agradecer a Deus por nos ter dado a oportunidade de compartilhar com nossos próprios companheiros artesãos e artesãs a felicidade de podermos trabalhar e, ao mesmo tempo, ser felizes. 


    Desde criança, em minha casa, muitos irmãos, a gente cantava uma musiquinha enquanto ajudava minha mãe nos serviços domésticos:


    Vamos companheiros, vamos todos trabalhar, vamos trabalhar!
    Porque onde se trabalha a alegria há de reinar!


    Um bom dia a todos e todas!
    Sejam bem vindos os nossos visitantes!
    Boas vendas a todas as nossas valentes guerreiras!
    E viva as mulheres!

  • 19 de Março - Dia do Artesão 19 de Março - Dia do Artesão

    Ser artesão é...

     

    É arte de criar pensando no alegrar.

    É transformar sonhos em verdadeiros contos.

    É pensar no inusitado sem temer ser rejeitado.

    É ver na beleza da vida a inspiração necessária para uma nova criação.

    É ter fé na criação e depois ouvir os aplausos da multidão.

    É comtemplar o esforço sem perder o foco.

    É ser diferente perante a sociedade, sem perder a humildade.

    É desenvolver o inacreditável, acreditando no impossível.

    É profetizar através da arte a essência da verdade.

    É usar com graciosidade suas ferramentas, manuseando-as com originalidade.

    (Walber Nunes).

     

     

    A TODOS OS ARTESÃOS DA FEIRA DO CERRADO

    P A R A B É N S !!!

     

     

    Mário Kichese

    Presidente

    Associação Cultural Feira do Cerrado

  • Março - Mês do Artesão Março - Mês do Artesão

    Março - Mês do Artesão

    Em comemoração ao dia do artesão (19 de Março) a Associação Cultural Feira do Cerrado-ACFC preparou diversas atrações com uma programação imperdível.